Centro de Formação Cultural

DANÇAS ORIENTAIS

A “Raks al Sharki” que significa Dança do Leste (local onde nasce o sol) ou Dança Oriental, mais conhecida por “Dança do Ventre”. Esta dança assenta essencialmente na movimentação consciente de várias partes do corpo isoladamente ou de modo combinado dando ao praticante um controlo total sobre o seu corpo de modo harmonioso e descontraído. Pela sua componente de liberdade criativa, de prazer do momento e prazer da sua própria expressão, esta arte engloba qualidades terapêuticas e artísticas tanto a nível físico como psicológico.

É a descoberta e o reencontro com a energia da vida e da expressão natural do corpo dando ênfase à energia feminina, à sensibilidade e sensualidade de quem a pratica, surgindo como o nascer de uma luz dentro de cada um…

Nestas aulas os(as) praticantes são transportados(as) à essência da cultura àrabe através do prazer de uma partilha de emoções em total liberdade e em comunhão com a energia feminina.

Plano

Posição e movimentos básicos da Dança Oriental (englobando ondulações, acentuações e shimmies); a relação respiração/movimento; expressão corporal e postura; trabalho de coordenação; técnica de isolamento/separação das várias partes do corpo; relação da transição entre tensão e relaxamento das partes isoladas do corpo; variações e combinações de movimentos; deslocamentos no espaço; criatividade e improvisação. Tendo em conta os aspectos acima referidos, serão transmitidos vários tipos de danças integradas na Dança Oriental, sendo estas as danças de solo, danças do véu e Danças representativas de carácter tradicional, clássico, cigano e Tribal.

O aquecimento e relaxamento é direccionado ao desenvolvimento do corpo de modo a ajudar na reprodução da técnica e de evitar possíveis lesões, tendo como base muitos movimentos de yoga e movimentos que ajudem a desenvolver a flexibilidade, a força abdominal e força de pernas.
É desenvolvido também o carácter expressivo de cada pessoa tendo em conta a sua sensibilidade, sensualidade e o seu carácter social interagindo com os(as) companheiros(as)…

Danças Orientais

Quartas-feiras

Iniciados : 19h00-21h00

Segundas-feiras

Intermédios : 19h00-21h00

Mensalidade: 35 Eur (20% de desconto no valor total de 2 ou mais oficinas ou 2 níveis da mesma oficina)
20% de desconto em pagamento Anual (época = 9 meses) | 15% de desconto em pagamento Trimestral

Orientadora: Charlotte Bispo

Nascida em França (Orléans) Charlotte descobre o mundo da Dança desde cedo (6 anos de idade)  iniciando-se no Ballet e natação sincronizada. Já em Portugal,  pratica vários estilos de Dança passando pela Dança Jazz até descobrir a Dança Oriental (2001) que vem praticando até aos dias de Hoje.

Mestrada em Educação Física e Desporto, Charlotte teve a oportunidade de ampliar o seu conhecimento sobre o estudo do corpo e ir para Barcelona onde pôde estudar massagem e actividades circenses na Educação física. Com o seu regresso a Portugal Charlotte começa a praticar danças Africanas de etnia mandinga acabando por se integrar no grupo de dança e percussão africana tribal “Dyabara” (em 2006), no grupo de dança e percussão africana tribal “Djamboonda” (em 2008) e participou com dança em concertos de variados grupos, dos quais destaca o grupo “Kumpania Algazarra” e o grupo “Fábrica de sonhos”.

Apaixonada pelas danças Charlotte participou em inúmeros Workhops e cursos de várias modalidades tais como de Dança Oriental, Ciganas, Oriental fusão Romani, Turkish Romani,  Flamenco, clássicas Indianas,  Afro – etnia Mandinga, tradicionais Senegalesas Sabar, Afro-brasileira,  Afro-colombianas, Afro-contemporâneo, Moçambicanas, Forrò, Salsa e Europeias. Já realizou muitas actuações por Portugal e não sò, dos quais destaca os eventos/festivais tais como o “Andanças” (2006/2007/2008/2009/2010), “Boom festival” (2006), “Fiestizage” (Léon, 2007), “Mestiço” (2008), “hertha”(2006), “Granitos Folk” (2003), “Origens” (2006), “Àfrica” (2007), “Etnias” (2007, 2010), “Tribal” (2008), “Danças do mundo – Odivelas” (2008), “Portugal a rufar” (2008), “M.U.N.D.O.” (2008), “Festa do Avante” (2008), “Ocean Spirit” (2009), “ Ecos da Terra” (2009), “Danças no mar” (2010), “Feira Alternativa – Porto” (2011) e participação com Dança em vários programas televisivos.

Acreditando que a Dança é uma linguagem universal em que nela pode descobrir e transmitir grandes segredos da vida Charlotte lecciona e vê esta arte como um bem essencial na sua vida.

Curiosidades:
Sendo uma dança *milenar* (surgindo há mais de 6.000 anos) a dança oriental é originária da Índia, acabando por ser transmitida e espalhada pelo mundo arabo-muçulmano através dos povos tziganos.
Muito mais tarde, o mundo oriental deixa de ser secreto para os ocidentais e são descobertas as “Almés” e as “Ghawazi”; as “Almés” eram cantoras e dançarinas associadas ao Harém e as “Ghawazi” (termo proveniente de Tzigane) significa dançarinas de rua. O nome “Dança do Ventre” foi assim dado pelos franceses devido às características desta dança.
As origens da dança oriental provêm do sagrado, as dançarinas comunicavam com as Deusas, exprimindo-se em danças ritualistas ligadas à natureza, à reprodução, à fecundação, à mulher, à *Deusa-mãe*. Sendo através de movimentos da bacia e do ventre que elas louvavam ao redor da fogueira, fogueira essa que, para os primitivos, simbolizava luz e alimento… As dançarinas poderiam também estar presentes em alturas de parto, de modo a que a mulher que dava à “luz” se abstraísse das dores (anestesiando-a) e, por imitação, reproduzisse movimentos que facilitariam o parto.
A dança oriental representa a vida quotidiana das mulheres arabo-muçulmanas que, através dos séculos, tem vindo a ser transmitida, ela representa todo o tipo de emoções, sentimentos e expressão feminina.
O aquecimento e relaxamento é direccionado ao desenvolvimento do corpo de modo a ajudar na reprodução da técnica e de evitar possíveis lesões, tendo como base muitos movimentos de yoga e movimentos que ajudem a desenvolver a flexibilidade, a força abdominal e pernas.
É desenvolvido também o carácter expressivo de cada pessoa tendo em conta a sua sensibilidade, sensualidade e o seu carácter social interagindo com os (as) companheiro(a)s…

©HUGO LIMA